Se por um lado o envolvimento afetivo é importante para se ter um bom vínculo sexual, também pode acontecer de estas duas áreas funcionarem totalmente sem sintonia. Muitas vezes, o amor e o sexo são elementos diferentes na vida de um casal. Em outras palavras, embora o casal possa ser um daqueles que dão a impressão de que um nasceu para o outro, toda a sintonia do romance pode não ser válida na cama.
O Amor e o bom sexo raramente andam unidos. E só alguns casais conseguem combinar ambos numa relação. O que acontece, é que, como a maioria de nós cresce acreditando que o amor verdadeiro e o bom sexo formam uma dupla inseparável, provar que isto não funciona dessa forma é muito complicado.
Não há por que se preocupar: de fato, todos nós criamos em torno do amor fantasias e ilusões que mais de uma vez terminam desmentidas pela realidade. No sexo, acontece algo parecido: quando estamos apaixonados, acabamos nos convencendo de que, por haver amor, a atração sexual estará “garantida”, quando o certo é que um bom relacionamento sexual não tem muito a ver com sentimentos mais profundos.
É muito importante saber que isto não tem nada de mal, nem de “anormal”, e muito menos de irreparável. Quando o vínculo afetivo existe e é sólido, sempre há uma saída. Em primeiro lugar, é importante promover um diálogo franco sobre o que acontece (ou não acontece!) na cama, mas sem cair no clássico comentário do tipo “Você não me satisfaz”. Se você souber sugerir ao invés de acusar, vai fazer com que o seu par saiba que uma sexualidade mais livre e satisfatória é possível e pode ser “inaugurada” a qualquer momento entre vocês. As fantasias sexuais, imaginar-se fazendo amor em situações e lugares diferentes do “normal”, por exemplo, podem fazer com que você passe a ver o seu amor com outros olhos. Se um se encorajar a variar seu próprio cardápio sexual, ao mesmo tempo estará deixando o campo livre para o outro também inovar. É só tentar. Você vai ver que vale a pena.
Procurando as causas da incompatibilidade sexual
Assim que se conheceram, você logo soube que não combinavam em tudo, também é provável que ambos provenham de educações muito diferentes. “O que isto têm a ver com o bom sexo?”, você estará se perguntando. A resposta é: Muito! Suponhamos que, seus pais te criaram na maior liberdade, enquanto, o seu par cresceu num ambiente muito tradicional e repressivo. Com certeza suas atitudes diante do sexo serão radicalmente diferentes.
Quando se forma um par, cada um carrega consigo uma série de preconceitos que são obstáculos para o conhecimento sexual da outra pessoa. Por exemplo: Se algum dos dois viveu experiências traumáticas em relação a sexo, ou se a religiosidade faz com que veja o prazer de uma forma negativa, talvez apenas o fato de estar em intimidade faça com que acabe rejeitando o erótico.
O que fazer para evitar o desencontro sexual
Você gostaria de variar, mas não há maneira de convencer seu par a sair do “papai e mamãe”? Cada vez que você procura seu par ele(a) diz que está com dor de cabeça? Não se desespere. Sempre que houver um vínculo afetivo sólido tudo isto se resolve sem precisar da ajuda de um especialista: Nem sempre é indispensável fazer uma terapia, mas muitas vezes é necessária a ajuda de uma terceira pessoa. Pode ser, por exemplo, um bom amigo de ambos que, além do que, tenha suficiente conhecimento e experiência sexual para poder orientá-los. O ideal é que seja alguém imparcial, que possa ouvir os dois, compreender a situação, e orientar o casal.
Outra alternativa é começar a ler juntos livros que fortaleçam a sexualidade isso pode ajudar bastante, já que a maioria deles comenta diversos motivos destes desencontros.
Amei ler este comentário, ele reafirmou tudo que tenho aprendido na caminhada desta vida e tenho tido este aprendizado como fato; o amor é a base de tudo. O (amor) eros não completa, ele é um completado na vida do indivíduo.